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No curto espaço de três meses, a UMinho já viu o seu portefólio de tecnologias patenteadas ser alargado com a concessão de quatro novas patentes: três pelo Instituto de Propriedade Industrial (INPI) e uma pelo Instituto Europeu de Patentes.
A TecMinho, através do seu Gabinete de Apoio à Promoção da Propriedade Industrial (GAPI), apoiou o procedimento de várias formas, tendo um papel crucial neste processo. Interveio na aferição dos requisitos de patenteabilidade da investigação efetuada, procedeu à redação dos documentos de patente com o contributo dos inventores, e submeteu os pedidos junto do INPI. Também cooperou na elaboração das respostas, com os inventores, quando existiram dúvidas por parte dos examinadores e no acompanhamento e gestão dos processos.
A primeira patente nacional concedida, requerida pela Universidade do Minho e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foi reconhecida pelo INPI em fevereiro. Denomina-se por “Uso de Pediococcus Parvulus para a degradação e destoxificação biológica da Ocratoxina A e respetivo método” e consiste essencialmente em usar novas estirpes de Pediococcus parvulus para a degradação e destoxificação biológica da Ocratoxina A, uma micotoxina que se encontra sobretudo em cereais, grãos de café e cacau, uvas, passas de uva, vinho, figos, carne de porco ou especiarias, e é considerada um composto tóxico cumulativo. Esta nova invenção foi desenvolvida por Luís Abrunhosa e Professor Venâncio, do Departamento de Engenharia Biológica da UMinho, e pelos Professores António Inês e Maria Faria, da UTAD.
Março viu o INPI conceder a patente nacional à tecnologia dos inventores Professores José Machado e Filomena Soares e ainda Ana Ferraz (Departamento de Eletrónica Industrial da UMinho) e Karolina Bezerra, os Professores Demétrio Matos e Vítor Hugo Carvalho (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave). Da necessidade de se realizar de forma simplificada e eficaz a mistura de sangue com reagentes, indispensável na realização de vários testes pré-transfusionais baseados no teste em lâmina, criaram um sistema capaz de misturar sangue com os respetivos reagentes para análises sanguíneas num intervalo de tempo inferior a 5 segundos.
Na linguagem corrente, costuma dizer-se que não há duas sem três. O INPI comprova-o atribuindo nova patente, desta vez, à invenção de Professor José Sena-Cruz e investigadores Júlio Roca e Gonçalo Escusa, do Departamento de Engenharia Civil da UMinho. Esta nova tecnologia baseia-se num sistema de medição de deslocamentos de estruturas como tabuleiros de pontes, de qualquer tipologia e secção - podendo ser aplicada em cursos de água, rios ou lagos, por exemplo - que permitem proceder a medições de estruturas sem a necessidade do utilizador aceder diretamente ao terreno sobre a qual esta se situa. Além disso, tem a vantagem de dispensar o recurso a outras estruturas ou elementos de apoio auxiliares.
Por último, mas não menos importante, o Instituto Europeu de Patentes concedeu este mês à UMinho a patente europeia à tecnologia “Electrodes based on textile substrates”. Esta é uma invenção que consiste na criação de um elétrodo têxtil, capaz de proporcionar medição de potenciais elétricos, garantindo a compressão adequada à manutenção do seu contacto com a pele e proporcionando um sinal de qualidade. Graças à sua forma tridimensional, não torna necessário o uso de adesivo para colocar o elétrodo em contacto com a pele.
É de salientar a extrema importância que tem para a UMinho a transferência para o mercado de resultados de investigação com elevado potencial e a proteção da propriedade industrial destes resultados. Através da patente, suprime-se a possibilidade de réplicas e avalia-se o real efeito inovador da invenção.
Equipa do GAPI da TecMinho
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