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A TecMinho organizou no passado dia 5 de junho, dia mundial do meio ambiente, o seminário EMPREENDEDORISMO, AMBIENTE E ECONOMIA SOCIAL – Como Impulsionar o Futuro através da Economia Social?
Realizado no auditório do Instituto para a Bio-Sustentabilidade (IB-S), em Braga, o programa do evento contou com um leque de convidados com experiência reconhecida na área, que fizeram um enquadramento do setor da economia social e do empreendedorismo social e apresentaram a Agenda Setorial do Ambiente, um estudo elaborado para a TecMinho no âmbito do LACES – Laboratórios de Apoio à Criação de Emprego e Empresas de Economia Social.
O seminário procurou debater os desafios e as oportunidades da criação de empresas na economia social e no setor do meio ambiente e, particularmente, o potencial de interseção deste setor, exponenciado crítica e criativamente pela crise ambiental, com os princípios, as preocupações sociais e o enquadramento jurídico que caracterizam e impulsionam a economia social e o empreendedorismo social.
Alda Paz Boubeta, Subdirectora Xeral de Economia Social da Xunta de Galicia, a entidade coordenadora do projeto LACES, apresentou vários exemplos da realidade da economia social na Galiza, que é marcada pelo trabalho cooperativo e coletivo e não tanto pela dimensão de apoio social que carateriza de forma dominante o setor em Portugal.
Cristina Parente, professora no Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que coordenou o estudo “Empreendedorismo Social em Portugal”, fez em seguida um enquadramento elucidativo da complexidade histórica do tema e das suas práticas.
A Agenda Setorial do Ambiente, mote da realização do seminário, foi apresentada pelo professor Américo Mendes da Universidade Católica do Porto e pelo coordenador da equipa que a elaborou, o professor Paulo Mourão da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.
Américo Mendes, reconhecido especialista e profissional atuante há várias décadas no setor da economia social, destacou a importância da economia partilhada e colaborativa e do incentivo ao associativismo florestal, num contexto em que a propriedade da floresta nacional é marcadamente privada e fragmentada.
Na segunda parte do evento, realizou-se uma mesa redonda, moderada por Marta Catarino da TecMinho, que procurou debater o tema do encontro pela perspetiva prática de quem atua no campo do ambiente, do empreendedorismo e da economia social. Liliana Ribeiro da IRIS – Incubadora Regional de Inovação Social, Margarida Cruz da cooperativa Fruta Feia, que começou recentemente a fazer também distribuição em Braga, Tiago Miranda do IB-S, que acolheu o seminário, e Luís Sousa da Biorumo tiveram oportunidade de apresentar as instituições e projetos que representam e de partilhar com o público as suas experiências concretas e as motivações com que abraçam este campo entusiasmante de atuação profissional.
É esse também o tom inspirador do vídeo desenvolvido para o projeto LACES sobre Economia Social e que foi apresentado em primeira mão no evento. Muito em breve, o vídeo será partilhado publicamente.
>> A Agenda Setorial do Ambiente apresentada durante o seminário pode ser consultada e descarregada [aqui].
O guia resumo que foi distribuído aos participantes está igualmente disponível [aqui].
A TecMinho agradece a presença de todos os participantes e oradores convidados e particularmente ao IB-S pelo excelente acolhimento e condições que proporcionou para a realização do seminário.
Esta iniciativa foi cofinanciada pelo projeto LACES, no âmbito do programa INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP).
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