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Tintas eletroativas: não é só uma questão de cor

http://www.nanopaint-tech.com

O efeito do peso dos carros no tabuleiro de uma ponte pode ser quantificado em tempo real, recorrendo apenas a uma tinta. Não se trata de escolher a cor certa, mas a tinta certa. Mais propriamente, uma tinta piezoresistiva. A resistência elétrica deste tipo de tinta é variável, quando aplicada uma deformação mecânica, e permite desenhar um mapa de pressões em materiais de diversas ordens de grandeza.

Este é apenas um dos produtos desenvolvidos, desde 2016, pela Nanopaint, uma “spin-off” da Universidade do Minho dedicada à produção de tintas eletroativas. Estas tintas respondem sempre da mesma forma a um determinado estímulo, permitindo, por isso, uma utilização tecnológica. Podem ser usadas como sensor ou como gerador de pequenas correntes elétricas.

O projeto teve origem, em termos científicos, no doutoramento de Pedro Costa, investigador da Universidade do Minho. Durante este trabalho académico, o autor concluiu que as tintas piezoresistivas não tinham uma aplicação abrangente no mercado.

A este estudo juntou-se o doutoramento de Juliana Oliveira, na área da impressão, e surgiu a ideia de desenvolver um produto para comercialização. As tintas eletroativas apresentam uma boa capacidade de integração em grandes superfícies e substratos flexíveis, são facilmente transportáveis e são mais acessíveis do que a eletrónica habitual. Para além disso, podem ser aplicadas através de impressão 3D.

Criada a “spin-off”, foi tempo de explorar o mercado, com apoio da TecMinho, para identificar as áreas com maior potencial, tendo a indústria têxtil e a automóvel surgido como estratégicas. O futuro imediato da Nanopaint passa pela estabilização da sua posição no mercado e pelo desenvolvimento de novos produtos.

O modelo de negócio passou a contemplar um novo serviço, por força da solicitação do mercado: para além de produzir as tintas, a empresa aplica-as em determinados produtos, de forma a oferecer uma solução completa. Uma das aplicações em que a Nanopaint está a trabalhar consiste na criação de um mapa de pressões na sela de um cavalo, o qual permitirá, não só, identificar o cavaleiro, como determinar se a sua posição está correta.

A equipa é composta por Juliana Oliveira e Jivago Nunes, os quais têm formação nas áreas da Engenharia de Materiais e da Física. Os seus produtos são exportados para países como Reino Unido, França, Estados Unidos ou Coreia do Sul.

 

    

      Pedro Costa e Juliana Oliveira

 

 

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