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Quão grande é uma microcápsula?

 

Entre o vasto conjunto de produtos criados com recurso à nanotecnologia, encontram-se as microcápsulas: reservatórios com a espessura de um cabelo, nos quais é possível armazenar agentes químicos. Estas pequenas esferas podem ser dispersas numa determinada superfície, mantendo os agentes em contenção, até que uma ação mecânica desencadeie a sua libertação.

Um grupo de investigadores da Universidade do Minho desenvolveu um novo tipo de microcápsulas, que se ativam através da luz solar, dispensando qualquer tipo de ação mecânica. São compostas por polímeros naturais ou sintéticos, com diferentes níveis de rigidez, e sobre a sua superfície externa são dispersas partículas mil vezes mais pequenas. Quando expostas à luz solar, estas provocam a abertura das microcápsulas e a consequente libertação dos agentes.

A ideia surgiu enquanto Carlos Tavares, investigador e professor na área da Física, assistia a uma palestra sobre Botânica. Depois de criadas as primeiras microcápsulas destinadas à libertação de aromas de plantas, a oferta diversificou-se.

O grupo de trabalho entretanto criado deu origem a uma spin-off e encontra-se a colaborar com uma empresa de agroquímicos, no sentido de desenvolver reservatórios que libertem nutrientes no caule das plantas. Paralelamente, está a trabalhar na produção de microcápsulas que contenham cosméticos, fragrâncias e catalisadores para a solidificação de tintas.

Outra das áreas em destaque é a dos repelentes para insetos. Foi estabelecida uma parceria com a Sonae, para desenvolver um produto a ser aplicado em algumas regiões de Moçambique. As microcápsulas serão dispersas pelos telhados das habitações, de forma a combater os surtos de mosquitos, responsáveis pela propagação de doenças.

A produção em larga escala é um dos próximos desafios. Tendo esse objetivo em mente, o grupo desenhou um reator, o qual poderá vir a ser criado em regime do copromoção com várias empresas, num projeto orçado em mais de um milhão de euros.

A equipa é composta por Carlos Tavares, Juliana Marques, Marta Fortes e Ana Catarina Tavares, investigadores nas áreas da Física, da Química e da Biologia. Os seus projetos já obtiveram financiamento na ordem dos 800 mil euros, destinados à investigação e desenvolvimento, à prova de conceito e à proteção da propriedade intelectual. As patentes relacionadas com inseticidas estão registadas em vários países da Europa, de África e da América do Sul.

 

Professor Carlos Tavares - Universidade do Minho
Professor Carlos Tavares - Universidade do Minho

 

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