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A TecMinho apoiou a negociação de um acordo entre a Universidade do Minho e a Critical Software para o desenvolvimento de uma tecnologia revolucionária que distingue os ritmos unipessoais na utilização de teclados, podendo vir a assegurar uma maior segurança dos cidadãos e instituições a nível nacional e internacional, designada "Keystroke Dynamics". As duas entidades assinaram no dia 13 de junho de 2012, pelas 11h30, na Reitoria da UMinho, em Braga, um acordo sobre exploração de propriedade industrial. Estiveram presentes o chairman da Critical Software, Gonçalo Quadros, o reitor António M. Cunha e o vice-reitor José F.G. Mendes. A iniciativa acentuou a abertura da Universidade ao mercado e a sua aposta contínua na inovação científica.
A "Keystroke Dynamics" monitoriza a interação do utilizador com o teclado de forma contínua e transparente. Cada pessoa tem uma forma própria de digitar em teclados ou em combinações de teclas, que é determinada por processos neurofisiológicos intransmissíveis. Esta tecnologia traça o perfil biométrico do utilizador legítimo, através de verificações de identidade sucessivas. A partir daí fica assegurado que qualquer tentativa de digitação por parte de intrusos será detetada de imediato, despoletando um conjunto de ações previamente definidas.
Esta tecnologia vem revolucionar a forma de autenticação e criar uma oportunidade de tornar os sistemas informáticos muito mais seguros. Poderá eventualmente ser alargada à observação de outros tipos de comportamentos e com outros interfaces. A tecnologia era detida em cotitularidade pela UMinho e pela Critical Software, no âmbito de uma investigação conjunta (sob coordenação na UMinho do professor Henrique Santos, do Departamento de Sistemas de Informação) e que foi financiada pelo QREN - Programa Operacional Fatores de Competitividade. A partir desta data é explorada em exclusivo pela Critical Software, com o pagamento de royalties à Universidade pelo seu papel no desenvolvimento do algoritmo.
A Keystroke Dynamics é encarada pelos especialistas como um grande passo para o futuro na segurança da informação, uma vez que as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações) estão no centro da atividade humana. Entre as tecnologias criadas para tornar estes sistemas mais seguros, a primeira linha de defesa na interação homem-máquina é o Controlo de Acessos, sendo que a palavra-passe é a sua forma de autenticação mais comum e, também, cada vez mais vulnerável, face aos crescentes casos de roubo e uso indevido de credenciais. |